" As pessoas elegantes são frugais na expressão, evitam excessos e não chamam à atenção desnecessariamente. A simplicidade no movimento e na expressão é elegância."
- Maria Margarida Ferreira Neves, in "Os homens dos cavalos", equisport.pt
Muitas vezes na nossa vida, de paramo-nos com pessoas elegantes, simples e bonitas. Nada mais, pessoas com "classe", sem exageros.
A questão prende-se em saber onde começa o chamado "exagero" e onde termina a elegância.
Quando eu era pequena, a minha mãe "brincava" comigo por eu não saber distinguir "fino" de "piroso". Creio que hoje em dia muitos adultos não o sabem fazer.
A elegância vem de dentro de nós, do nosso íntimo, da nossa alma, do nosso ser mais profundo e inconsciente.
Lembro-me do caso dos chamados "novos ricos", pessoas que não nasceram "bem na vida" e que sofreram alguma alteração a nível financeiro, seja porque motivo acontece esta mudança, ela é bastante identificável.
Um exemplo destes "novos ricos" e da distinção social visível na sociedade, é retratada no filme "Titanic", onde se evidencia bastante esta distinção. No entanto, o "pobre" Jake (personagem interpretada por Leonardo Di Caprio), discretamente infiltra-se neste grupo de pessoas de "bem", apesar da sua condição social, é elegante e demonstra saber comportar-se melhor que alguns membros desta "sociedade".
Isto também se verifica no mundo dos cavalos.
Quando penso neste assunto, recordo-me sempre do exemplo das "namoradas" de um amigo meu, que tem sempre um leque variado de mulheres na vida dele e até hoje, apenas uma que conheci considerei verdadeiramente "elegante", simples mas elegante, uma elegância discreta, quase não-digna de um homem dos cavalos!
Estas mulheres, que se envolvem com os homens dos cavalos (salvo raras excepções como é óbvio), são sempre muito exuberantes, usam saltos estrondosos e ridículos em concursos e feiras equestres, e roupas com que se evidenciam, como que um cartaz dizem "estou aqui".
Recordo-me particularmente, de um ano da feira da Golegã, em que uma destas "personagens" apareceu com uma camisola de lã (ou algo do género), cor de rosa brilhante, a servir de vestido...Juro que tive de me controlar para não rir.
Não gosto de exageros, gosto de uma elegância simples.
Recordo-me ainda, de uma outra cena (mais positiva), nesta feira. Uma senhora, que estava nesse ano alojada na mesma casa que eu, vestiu um traje à portuguesa. Senti como se tivesse tido a melhor visão da feira, ela estava linda, simples e muito bonita.
Morri de inveja.
No comments:
Post a Comment